Lego Banksy

Retirado do blog inspirationalgeek.wordpress.com

O fotógrafo Jeff Friesen tem uma série que combina peças de Lego e minifiguras reais, a coleção The Brick Fantastic. Tudo começou como uma brincadeira entre ele e sua filha. A série abaixo, chamada de “Bricksy”, interpreta obras do artista Banksy.

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Pulp Fiction

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Sweeping It Under The Carpet

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Girl With Balloon

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Foreclosure

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Laugh Now

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Keep It Real

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Fridge Kite

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Caveman With Junkfood

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Love Deep

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Choose Your Weapon

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Soldier With Spraycan

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Tightrope Rat

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Kissing Coppers

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Bouquet Grenade

Divulgadas imagens das três torres residenciais de Zaha Hadid para Queensland, na Austrália | aU – Arquitetura e Urbanismo

Nota do blog: Só eu achei os edifícios parecidos com garrafas PET de cabeça para baixo?

Via Portal PINIweb, por Kelly Amorim (au.pini.com.br)

Projeto oferecerá 486 apartamentos e prevê a construção de vilas verdes e parques para preservação da área ribeirinha.

A arquiteta iraquiana Zaha Hadid divulgou as imagens de seu novo projeto residencial em Queensland, na Austrália. O empreendimento, chamado Grace on Coronation, ficará situado no centro financeiro da cidade de Brisbane e abrigará 486 unidades residenciais, além de oito pequenas vilas e parques ecológicos.

Os apartamentos serão distribuídos entre três torres idênticas, cujas fachadas são mais estreitas na base e compostas por estruturas metálicas e vidros. O complexo contará com opções de lazer como piscina, academia e áreas para convivência.

O projeto, que será construído ao lado do edifício histórico Casa de Middenbury, prevê a preservação da área às margens do rio por meio da implantação de 7.300 m² de parques e vilas verdes.

As obras de construção deverão começar em 2015.

Mais um gigante se vai.

A juventude traz o ônus de  testemunharmos a perda das nossas grandes referências. Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Zanine Caldas, Lelé, agora, aos 86 anos, Sérgio Rodrigues.

Um dos grandes responsáveis pelo reconhecimento do design brasileiro no exterior, o pai da poltrona Mole, sua criação mais conhecida, buscou na sua obra retratar o Brasil, descrever nosso país pelas formas, texturas e materiais usados no seu mobiliário.

Uma grande perda. Como todo grande artista, sua obra o eternizará. Tive o privilégio de assistir a uma palestra dele, que se destacava tanto pela inteligência quanto pelo jeito bonachão e atencioso.

Grande Sérgio. Você tem seu lugar na história garantido, mole, mole…

Poltrona Diz (2001)

 

Chifruda (1962)

 

Poltrona Mole (1957)

 

 

Poltrona Mole (1957)

Tete (1996)

 

Mocho (1954)

 

Katita (1997)

Kilin (1973)

Imagens retiradas do site http://www.sergiorodrigues.com.br)

 

Abaixo um depoimento de outro gênio, Millôr Fernandes, sobre Sérgio. (extraído do site http://www.sergiorodrigues.com.br).

Millôr Fernandes
desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro…
Foi em 61, creio eu, a consagração Internacional da Poltrona Mole.Conhecendo o longo trabalho de criação e confecção da peça (cotação máxima da nossa arquitetura mobiliária), sempre me referia a ela, falando ou escrevendo, como A Poltrona Que Não Foi Mole. Nos livros Internacionais de crítica especializada é chamada de Sheriff ( não parece tradução de filme de televisão?).
Vou me lembrando de Sergio e suas circunstâncias, e escrevendo ao correr da pena ( ao polsar do chip). Mas não lembro tudo nem escrevo tudo. Que sei eu de arquitetura?
Bem,vai ver,tudo. Sei de morar, sei de dormir, sei de sentar.
De morar sei que devo estar sempre de frente para o mar, olhando para a montanha, e, no Rio, clima tropical,de cara pro nascente.
De dormir. Só durmo com os pés da cama voltados para a porta principal de onde pode penetrar o Mal. Embora em minha vida só tenha penetrado o Bem, depois de premir o leve tímpano do seio, que leva direto ao coração.
E de sentar, aprendi sentando em areia ( de Ipanema), sentado em banco (de Liceu), e evitando sentar em cadeira de Bauhaus (Gropius mereceu terminar a vida com aquela chata da Alma Mahier).
Ainda de sentar. Eu tinha concluído que, como a bunda não vai se modificar no próximo milénio, os arquitetos de móveis tinham que criar a partir dela ( ou delas, se considerarmos a duplicidade dessa singularidade anatômica). Foi aí que o talento estético de Sergio Rodrigues veio ao encontro do meu bom senso e exigencia de conforto e, inesperadamente, empurrou embaixo de mim a já citada Poltrona Mole. Onde não me sentei. Deitei e rolei. Que artefato meus amigos! Uns dizem qué é slouchingly casual, outros que antecipou a Bossa Nova, Sergio Augusto afirma que é um móvel em que a pessoa se repoltreia, e Odilon Ribeiro Coutinho que ” tem o dengo e a moleza libetina da senzala”. Sei lá. Pra mim, essencialmente couro, foi natural curtição. Anatômica, convidativa, insinuante. Atração fatal.Sharon Stone. É prazer sem igual sentar-deitar numa e ficar olhando em frente, uma outra da Bauhaus. Melhor, uma outra Mole.

Mea culpa. Mea maxima culpa!

Cometi uma gafe terrível, imperdoável. Quando temos a oportunidade de falar em público, independentemente do tamanho desse público, é primordial reconhecer todos que servem de referência e que tenham porventura contribuído para seu trabalho.

Fui entrevistado para o Congresso Virtual de Arquitetura em virtude da minha experiência como arquiteto autônomo e professor de graduação e pós-graduação. Também fui convidado a montar um mini-curso baseado nas minhas aulas e num trabalho em desenvolvimento acerca das agruras de um recém-formado para se estabelecer profissionalmente. O meu TCC para o MBA em Gestão de Projetos, que está se transformando em livro,  intitulado”Manual de Sobrevivência do Pequeno Escritório”, nasceu das minhas próprias experiências, do conteúdo aprendido no curso e numa extensa bibliografia sobre o assunto, cuja referência maior é um colega por quem tenho grande respeito e gratidão: o Professor Eng. Ênio Padilha (www.eniopadilha.com.br).

Minha primeira tentativa de entender o que eu fazia de errado como profissional foi fazer um curso de Marketing para Arquitetos e Engenheiros ministrado pelo Ênio, quando eu e meu sócio tínhamos menos de dois anos de formados. Fiz mais dois cursos dele, além de ter lido todos seus livros. Recebi no ano passado a honra de escrever a apresentação para seu último livro, algo que jamais poderei me esquecer.

Minha carreira (hoje a principal) de professor de pós-graduação se iniciou graças à sua indicação. Posso dizer que devo ao professor a oportunidade de conhecer o Brasil todo e ter lecionado para centenas de colegas arquitetos, designers e engenheiros.

Apesar disso tudo, cometi a gafe de não citá-lo na minha entrevista. Seja por um certo nervosismo, seja por indelicadeza mesmo, perdi uma excelente oportunidade de mencionar um profissional e amigo que foi preponderante nos rumos que minha vida profissional tomou.

Cabe esclarecer que o mini-curso não será “como gerenciar escritórios de arquitetura” (tema cujo meu mestre domina como poucos, possuindo vasta bibliografia. Seria “chover no molhado”), mas um relato de experiências vividas por alguém que “aprendeu fazendo” e a apresentação de ferramentas práticas que uso no meu dia-dia. Muitas delas surgidas nos cursos que fiz, como os do professor Ênio, do professor Walter Maffei, ainda na graduação com o professor Frederico Flósculo e no próprio MBA.

Espero que meus mestres me perdoem pela indelicadeza. Espero também que este texto cumpra, mesmo que parcialmente, seu papel de remediar a terrível gafe de não ter citado a importância da sua obra na construção da minha identidade como arquiteto, professor e homem.