CAU condena arquiteta envolvida em desabamento de prédio no bairro de São Mateus, em São Paulo

Rosana Januário Ignácio ficará 240 dias suspensa do exercício profissional e pagará multa de sete anuidades por acobertar exercício ilegal da arquitetura no canteiro de obras do prédio que desabou em 2013 na zona Leste

Publicado originalmente por Kelly Amorim, do Portal PINIweb (http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/noticias/cau-condena-arquiteta-envolvida-em-desabamento-de-predio-no-bairro-338791-1.aspx)

23/Fevereiro/2015

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) condenou a arquiteta e urbanista Rosana Januário Ignácio a cumprir penalidade de suspensão do exercício profissional pelo prazo de 240 dias e ao pagamento de multa no valor de sete anuidades, pelo acobertamento do exercício ilegal da arquitetura no que diz respeito à obra de reforma do edifício que desabou em agosto de 2013 em São Mateus, na zona Leste da cidade, matando 10 operários.

O Plenário do CAU/SP, que ajuizou o caso no Processo Ético-disciplinar Nº 1000003099/2013 e o julgou em sua 5ª Sessão Plenária Extraordinária realizada em 18 de dezembro de 2014, considerou que a arquiteta foi responsável pela falsidade na apresentação de projetos e documentos, pela ausência durante a execução da obra e pela falta de elaboração e recolhimento de Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), com fundamento, respectivamente, nos incisos IV, IX, X e XII do artigo 18, da Lei 12.378/2010.

Não foi aplicado ao caso o novo Código de Ética e Disciplina para Arquitetos e Urbanistas, que estabelece parâmetros e critérios para a atuação dos profissionais e prevê as devidas sanções disciplinares, uma vez que o desabamento ocorreu 15 dias antes do texto ter entrado em vigor.

De acordo com o Instituto de Criminalística de São Paulo, as vigas de concreto utilizadas na reforma eram insuficientes para suportar o peso do prédio. Também não havia técnicos responsáveis pelo projeto, fiscalização da construção, controle dos materiais usados e alvará de execução.

As obras estavam sendo executadas pela Jamf Empreendimentos Agrícolas Ltda desde maio de 2013, e a laje que desabou tinha cerca de 400 m².

Nota do blog:

Se fosse utilizado o Código de Ética atual, provavelmente a punição seria mais severa. Causa preocupação saber que milhares de colegas, muitos de boa fé, emprestam seu nome a obras de terceiros, certos de que nada acontecerá. Mais grave do que o prejuízo pecuniário e profissional da colega, foram as mortes causadas pela irresponsabilidade.

Dupla de escritores lança curso para ensinar a organizar um home office

fonte: site Minha Casa

O escritório em casa – ou home office –  tem conquistado vários profissionais, inclusive arquitetos e designers de interiores, pela sua praticidade, baixos custos operacionais e pela eliminação de um precioso tempo perdido no trânsito caótico existente em praticamente qualquer cidade. Mas conciliar as atividades profissionais com as atribulações de casa requer planejamento, técnica e preparo.

Pensando nisso, o casal Marina e André Brik, criadores do site GoHome, criaram um curso para esclarecer as principais dúvidas de quem planeja trabalhar em casa sem perder em eficiência e competitividade.

Inscrições e maiores informações no site http://www.gohome.com.br/curso-home-office/.

Senado aprova criação de carreira de Estado de arquiteto e urbanista

do site http://www.caubr.gov.br

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, nessa quarta-feira (05/11), projeto que considera as carreiras de arquiteto, engenheiro e engenheiro agrônomo que trabalham para o poder público como essenciais e exclusivas de Estado. O PLC 13/2013 segue direto da CCJ para sanção da presidente da República.

Segundo o relator da matéria, senador Romero Jucá (PMDB-RR), o objetivo da proposta é valorizar as categorias, incentivando ao ingresso e à permanência na administração de  profissionais de qualificação tecnológica.

A aprovação foi por oito votos a seis.  Além de Jucá, votaram a favor os senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Acir Gurgacz (PDT-RO) e Benedito de Lira (PP-AL). Votaram contra: Pedro Taques (PDT-MT), Eduardo Suplicy (PT-SP), Humberto Costa (PT-PE), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Paulo Paim (PT-RS) e Douglas Cintra (PTB-PE)

Com a aprovação do projeto, os profissionais dessas carreiras têm direito a garantias especiais contra a perda dos seus cargos, se forem servidores públicos estáveis.

O CAU/BR e diversas outras entidades do setor, como a ANSEAF (Associação Nacional dos Servidores Engenheiros(as), Arquitetos(as) e Agrônomos(as) do Poder Executivo Federal) e o CREA, trabalharam insistentemente junto ao Senado pela aprovação da proposta.

Para as entidades, a inclusão de tais profissionais servidores públicos como carreira típica de Estado aumenta a segurança da sociedade em relação ao Estado, dificultando o desmonte de equipes técnicas como aconteceu no país nas últimas décadas.  Esse desmonte teve como consequências a fragilização da cultura de planejamento do Estado, com que resultaram problemas como o agravamento da mobilidade urbana, os “apagões” do setor de energia, os “gargalos” da infraestrutura, o déficit habitacional e outros. Estudos, planejamento e bons projetos são essenciais para a eficiência da aplicação dos recursos públicos e a garantia de serviços essenciais para a sociedade.

As carreiras típicas de Estado foram previstas na Emenda Constitucional 19/1998, que promoveu a reforma administrativa no serviço público. Inicialmente, a classificação se restringiu a servidores das áreas jurídica, de auditoria e de gestão governamental.

Nota do blog: Uma das principais missões dos novos conselheiros do CAU/BR e dos Estados é articular com IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), FNA (Federação Nacional dos Arquitetos) e demais entidades, dentro das suas atribuições, a aplicação, consolidação e fiscalização do salário mínimo profissional, em especial aos milhares de arquitetos e urbanistas que atuam no serviço público sem uma remuneração condizente com sua formação e relevância.

Proativo?

Extraído do blog http://www.ligiafascioni.com.br, sempre uma rica fonte de informação sobre gestão, dentre outras coias.

Estou trabalhando com um parceiro no desenvolvimento de um novo produto (breve teremos novidades) e a conversa acabou caindo no conceito de proatividade (o hífen caiu, segundo o feríssima Celso Vicenzi). É que hoje em dia é raro um profissional não se descrever como proativo. No currículo, só perde mesmo para a habilidade de trabalhar em equipe, mas disso tratamos depois.

Se a gente analisar direitinho vai ver que pouca gente é mesmo proativa, olha só.

Proatividade implica, basicamente, no sujeito ser responsável, ter iniciativa, ser auto-motivado, ser solícito e ter a capacidade de solucionar problemas (resolutividade).

Beleza, vamos então ver o primeiro item, responsabilidade. O profissional que é responsável no mais alto nível de proatividade (como todos dizem que são), não apenas define objetivos e articula uma forma de chegar onde deseja como ainda por cima consegue prever os riscos e se preparar para administrá-los. Isso tudo motivando as pessoas da equipe a trabalhar de maneira sintonizada com ele, já que o sujeito tem consciência de que não pode dar conta de tudo sozinho. Visualizou? Quantas pessoas você conhece com esse perfil?

O irresponsável é mais fácil de achar: o figura que é sempre surpreendido por imprevistos que o impedem de fazer o seu trabalho direito e cumprir os prazos prometidos. Claro, desnecessário dizer que esse tipo considera a perda de um arquivo que ele não fez backup como um fato imponderável da vida, totalmente fora de seu controle. O texto saiu com erros de português porque o Word não corrigiu e acabou a tinta da impressora (o universo conspira contra seu trabalho). A fatalidade impera e a culpa nunca é dele, já que para isso existem os clientes, o cosmos, os colegas, os fornecedores, os chefes e até o governo, não é mesmo minha gente?

Analisemos então agora a iniciativa e a auto-motivação. Possui essas qualidades a pessoa que observa o que se passa ao seu redor, identifica oportunidades e articula maneiras de aproveitá-las. Típico sujeito que está sempre ligado e atento, normalmente as pessoas o consideram um sortudo.

E o contrário (e mais comum)? É aquele tipo que fica compenetrado aguardando instruções (só faz aquilo que mandam e olhe lá, se der).

Solícito é aquele que está sempre concentrado em observar as necessidades das pessoas à sua volta e buscando encontrar uma maneira de atendê-las (às vezes ele precisa motivar alguém ou organizar um grupo para fazer a coisa acontecer). É o anfitrião atencioso, o empreendedor ligado nas tendências, o líder cuidadoso.

O contrário (e mais comum), é aquele que se finge de morto e ignora todas as criaturas viventes mesmo que elas paguem seu salário. Seu mantra: “isso não é minha função”. Maus garçons são especialistas na arte de olhar o infinito em estado de meditação profunda enquanto você passa ridículo fazendo micagens para ser atendido. Quem não conhece vendedores para os quais se precisa pedir pelamordedeus para que ele considere dar a graça de sua atenção?

Por último, proativa é aquela pessoa que efetivamente resolve as coisas e deixa bem claro os critérios que utilizou para tomar as decisões. Nesse caso, fica evidente para todos os envolvidos o impacto que cada decisão tem no resultado final (e afinal que resultado é esse que tanto se quer).

Mas o que se vê mesmo por aí são aquelas pessoas que acham que nunca têm elementos suficientes para decidir coisa alguma. Ficam sentadas se afogando em informações inúteis esperando uma iluminação ou um sinal divino para decidir se compram ou não mais um mouse (o do estagiário quebrou). São pessoas muito ocupadas, estressadas e cheias de responsabilidades. Frequentemente, as que se acham mais pró-ativas e só não fazem mais porque precisam carregar o mundo nas suas costas doloridas.

Não sei quanto a você, mas eu penso que as pessoas deviam tomar mais cuidado com as palavras que colocam no currículo.

Lígia Fascioni | www.ligiafascioni.com.br