Palestra “Gestão de Escritórios de Arquitetura e Design de Interiores” em Belém-PA

Atenção, Belém!

O IPOG convida todos os profissionais e estudantes de arquitetura e urbanismo e design de interiores de Belém-PA para minha palestra “Gestão de Escritórios de Arquitetura e Design de Interiores” no dia 18 de maio. Vamos conversar sobre os aspectos gerenciais, il_fullxfull.260638468técnicos, administrativos e financeiros dos escritórios de projeto de forma prática e descontraída. Espero vocês!!

DATA: Quarta-feira, 18 de maio de 2016, às 19 horas.

LOCAL: Auditório do CREA/PA.

 

 

 

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Reserva Técnica, por Paulo Markun

Reproduzo aqui texto do blog do jornalista Paulo Markun (paulo.markun.com.br) sobre a proibição da “reserva técnica” no recém aprovado código de ética dos arquitetos e urbanistas.

Você, que não é arquiteto, conhece o significado da expressão “reserva técnica”? Eu nunca tinha ouvido, pelo menos com o sentido que o termo adquiriu entre essa categoria que aprendi a respeitar na casa de João Batista Villanova Artigas, um dos papas da profissão.
Corresponde a uma prática usual no feroz mercado da construção. O profissional indica determinado produto, insumo ou material e ganha uma, digamos, bonificação, do fabricante ou vendedor.
Em português claro: recebe uma propina. Ou uma comissão, se quiserem, por ter indicado a marca A em vez da B. O dinheiro vai para a conta do escritório que projetou a obra ou para o bolso do arquiteto e não para seu cliente, que paga a conta, seja ele pessoa física, empresa privada, ou pior, o governo – isto é, nós todos. A boa notícia é que entre oito e nove de agosto, em Brasília, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU – aprovou o Código de Ética e Disciplina de Arquitetura e Urbanismo. E condenou a reserva técnica à condição de infração. Esse Código é o primeiro resultado efetivo do conselho criado em 2010 – antes, arquitetos e urbanistas gravitavam em torno da entidade que rege engenheiros e agrônomos, permitindo uma ação mais específica. Um dos primeiros filhotes do Conselho é o novo código de ética, O Código parte do princípio de que que arquitetos e urbanistas prestam serviços de caráter intelectual de interesse público e social e como tal, devem priorizar o julgamento profissional erudito e imparcial, reconhecer e defender o conjunto do patrimônio ambiental e cultural e os direitos fundamentais da pessoa humana, entre outros compromissos. Em favor do interesse público, precisam buscar a boa qualidade das edificações e das cidades, que só existe quando se respeita o ordenamento territorial e a inserção harmoniosa no entorno e no ambiente. Afinal, casas e prédios não estão soltos no mundo.
A reserva técnica inscreve-se nos termos da regra 3.17: “O arquiteto e urbanista deve recusar-se a solicitar, aceitar ou receber quaisquer honorários, proventos, remunerações comissões, gratificações, vantagens, retribuições ou presentes de qualquer tipo, sob quaisquer pretextos, de fornecedores de insumo aos seus contratantes sejam constituídos por consultorias, produtos, mercadorias ou mão de obra.” Tem muito mais, mas isso já seria muito. Num país onde médicos são premiados com viagens para congressos em verdadeiros paraísos, (com direito a acompanhante) desde que prescrevam determinados medicamentos e onde licitação pública virou infeliz sinônimo de acerto por baixo dos panos, é um grande avanço.
Não é uma revolução, mas nos ajuda a lembrar de Irineu Evangelista de Souza, o barão de Mauá, que empenhou até seus bens pessoais para pagar os credores quando seu banco quebrou. No outro corner está Francisco Inácio de Carvalho, seu contemporâneo. Representante diplomático na Grã-Bretanha, o barão de Penedo vivia num palacete de três andares, perto do palácio de Buckhingham, o endereço mais caro de Londres, em cuja sala de jantar, capaz de receber comodamente 60 pessoas, dava altas festas. Tudo pago com a grana dos financistas britânicos. O barão de Penedo negociou sete dos 11 financiamentos ingleses feitos ao governo brasileiro e cobrava reserva técnica – só não usava o termo.
O JABÁ
Jornalistas também tem seus pecados. Teve época em que não pagávamos passagens aéreas. Mais recentemente, tínhamos descontos especiais na compra de carros zero. A troco de quê não perguntávamos.
FORA DO EIXO
Se outras instituições fossem submetidas à lupa que hoje vasculha a ação do Fora do Eixo, melhor seria nosso país. – See more at: http://paulo.markun.com.br/2013/08/31/reserva-tecnica/#sthash.17uhMecM.dpufhttp://paulo.markun.com.br/2013/08/31/reserva-tecnica/

Eleições para conselheiros do CAU serão realizadas na próxima quarta-feira | PINIweb

 

 

Arquitetos e Urbanistas registrados no sistema Confea/Crea são obrigados a votar, sob pena de multa equivalente ao valor de uma anuidade

Na próxima quarta-feira (26), será realizada a votação para a escolha dos conselheiros regionais e nacionais que formarão os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo (CAU) de cada Estado e do Distrito Federal, além do CAU Nacional (CAU-BR). A votação será feita mediante a utilização dessa senha, no sitewww.votarquiteto.com.br entre 0h00 e 20h00 do dia 26 de outubro. Atualmente, os arquitetos podem realizar uma simulação de voto no site. O conselho divulgou uma nota em seu site algumas respostas sobre as eleições.

As chapas já estão disponíveis no site do CAU. Alguns Estados estão com chapas únicas e outros com duas chapas. Entre os representantes escolhidos, haverá uma eleição para definir a Mesa de Coordenação do CAU, que inclui, entre outros cargos, o de presidente. O número de conselheiros de cada Estado será proporcional ao tamanho do Estado, sendo que São Paulo terá o maior número de conselheiros regionais (44). No CAU-BR, haverá um representante de cada Estado.

“Esses colegas serão investidos da responsabilidade de ‘orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de arquitetura e urbanismo, zelar pela fiel observância dos princípios da ética e disciplina da classe em todo o território nacional, bem como pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da arquitetura e urbanismo'”, disse o conselheiro vitalício do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB-DF), Haroldo Pinheiro Villar de Queiroz, em carta aberta.

Os mandatos terão início na data da posse dos conselheiros e término em 31 de dezembro de 2014. O processo eleitoral será coordenado por uma comissão do Confea composta pelos arquitetos Mauro Santoro Campello (Crea/MG), Eneida Kuchipil (Crea/PR) e Maria Luisa Gomes Adorno (Crea/GO).

Segundo a Lei 12.378 que cria o CAU, os Arquitetos e Urbanistas registrados no Sistema Confea/Crea serão obrigados a votar, menos os profissionais com 65 anos de idade ou mais, que têm voto facultativo. Os profissionais que não votarem terão 120 dias, após a instituição do CAU, para justificar sua abstenção. Caso não haja justificação ou o CAU não considere a justificativa viável, o profissional terá de pagar multa equivalente ao valor de uma anuidade.