Divagações sobre a vida ou a MINHA verdade em seis Heinekens


Sou ateu. Este esclarecimento é necessário para ilustrar que qualquer solução metafísica ou sobrenatural para qualquer problema existencial é, para mim, mera perda de tempo. Esclarecido este “pequeno” detalhe, e visto que orações, rezas, mandingas são, para mim, inócuas, vamos aos fatos.

Enfrentamos constantemente dilemas cotidianos que influenciam nosso desempenho profissional. Eu sei. Arquitetos são super-seres que quase não têm sentimentos. Praticamente divindades que abdicam dos seus finais de semana, feriados, noites e horas de lazer pela simples consciência do dever de tornar o mundo um lugar melhor. Mesmo que isso signifique resolver o problema da bancada do lavabo da cliente que não sabe se o acabamento é reto ou abaulado.

O problema é quando questões pessoais passam a interferir no seu desempenho profissional, como a morte de um ente querido, uma separação, algum fato que provoque tristeza profunda ou qualquer coisa que nos faça lembar que somos humanos, por mais que os fatos demonstrem o contrário.

A exatidão e o pragmatismo das relações profissionais acabaram por criar um contrato tácito entre nós e nossos clientes onde não há espaço para humanidades, fraquezas, indisposições ou imprevistos. Acabamos por concordar em nos transformar em autômatos cujos prazos, compromissos e resultados são mais importantes do que questões realmente relevantes para os demais mortais.

Como estabelecer limites razoáveis para que as questões pessoais não interfiram em assuntos pessoais? Quantas vezes você deixou de ir àquela reunião de pais na escola por causa do prazo de entrega de um projeto? E a academia? a corrida no parque? o chope como os amigos? Vale viver para o trabalho a tal ponto que o lazer se torne um fardo? Qual o preço disso a longo prazo?

Hora de fazer um levantamento da vida. Como você gasta suas horas? Você é feliz? Qual é a real importância do trabalho na matriz da sua vida? Um dos motivos por você ter decidido ser arquiteto(a) não foi espalhar sua luz, alegria e uma peculiar visão de mundo aos quatro cantos? A felicidade pessoal não interfere no desempenho profissional?

Relaxe, se divirta, se cuide, viva. Seus clientes agradecem.

3 comentários sobre “Divagações sobre a vida ou a MINHA verdade em seis Heinekens

  1. Sobre a “perda de tempo” ou ser “inocuas” talvez um esclarecimento de que é opinião sua e não uma “verdade” como dito no titulo, existem verdades e verdades, e vejo que essa é a SUA verdade, não A verdade. Penso que verdades são miopes, o cosmos é tão imenso que tem lugar para muitas “verdades”, por isso o que sabemos ou pensamos ou achamos é apenas um fragmento de uma noosfera gigante na qual cabem muitas “verdades” e certezas, dai a importáncia de viver trocando com essa noosfera e não profetizando certezas e “verdades”, também sou cética em muitas coisas mas respeito muito quem não é, namastě!

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