Nova equipe de curadores do Masp contará com profissionais de arquitetura | aU – Arquitetura e Urbanismo


Nova equipe de curadores do Masp contará com profissionais de arquitetura | aU – Arquitetura e Urbanismo.

Do site au.pini.com.br

Nova equipe de curadores do Masp contará com profissionais de arquitetura

Arquitetos dos escritórios Metro e Piratininga participam da nova gestão do museu.

Gabriela Domingues Fachin

Shutterstock

Chegou a hora de o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) traçar novos rumos. Foi anunciada no dia 17 de dezembro a nova diretoria artística do museu, que conta com os arquitetos dos escritórios Metro, nomeados curadores-adjuntos responsáveis pela expografia, redesenho e readequação dos espaços internos. Martin Corullon, que dirige o Metro, desenvolverá o trabalho ao lado de outros profissionais do escritório: seu sócio Gustavo Cedroni, e as arquitetas Helena Cavalheiro e Juliana Ziebell.

Martin, que traz no currículo o projeto expográfico da 30a Bienal de São Paulo, conta que a proposta para o trabalho no Masp se divide em três frentes. “A primeira é recuperar a arquitetura original do edifício a partir da retirada de todas as intervenções provisórias, que modificaram os espaços do museu ao longo de sua existência”, explica. A segunda proposta é recriar e atualizar tecnicamente alguns dos suportes expográficos que já foram utilizados no Masp.

O novo diretor artístico do museu, Adriano Pedrosa, por exemplo, comprometeu-se a trazer de volta aos espaços expositivos os cavaletes de vidro criados por Lina Bo Bardi, substituídos em 1996 por outras configurações expositivas. “A volta dos cavaletes é uma forma de recuperar um marco importante na história da expografia, extremamente inovador e original”, afirma Martin. Para o arquiteto, a reinserção dos cavaletes representa também “recuperar a potência do edifício, já que no Masp como concebido originalmente e no Masp que queremos, as qualidades arquitetônicas e as expositivas se complementam e se reforçam”.

A terceira frente de trabalho deve permitir flexibilidade e a diversidade na montagem das exposições, criando um sistema que integre suportes expográficos, iluminação, sinalização e outros elementos.

A outra novidade é a contratação do escritório Piratininga para elaborar o plano diretor do edifício projetado por Lina Bo Bardi, que será o interlocutor com os órgãos de patrimônio e também com a Prefeitura. “O plano diretor vai, a partir de um levantamento e de um diagnóstico completo da situação física do edifício, propor o plano de ações e intervenções no museu”, explica o arquiteto José Armênio.

O plano de ação será integral, ou seja, procurará abordar simultaneamente as demandas do espaço do museu, como questões funcionais e técnicas, e também ligadas ao patrimônio e ao projeto do prédio anexo.

Em relação à polêmica de cercar o vão livre do Masp, levantada pela antiga diretoria do museu no começo de 2014, José Armênio garante que a questão está ultrapassada. “A principal preocupação é o respeito ao patrimônio, ao bem tombado, ao projeto original de Lina Bo Bardi, que é importantíssimo na cidade de São Paulo”, conta.

O escritório já começou a fazer o levantamento e a previsão é de que o plano de ação seja entregue em poucos meses.

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