Mea culpa. Mea maxima culpa!


Cometi uma gafe terrível, imperdoável. Quando temos a oportunidade de falar em público, independentemente do tamanho desse público, é primordial reconhecer todos que servem de referência e que tenham porventura contribuído para seu trabalho.

Fui entrevistado para o Congresso Virtual de Arquitetura em virtude da minha experiência como arquiteto autônomo e professor de graduação e pós-graduação. Também fui convidado a montar um mini-curso baseado nas minhas aulas e num trabalho em desenvolvimento acerca das agruras de um recém-formado para se estabelecer profissionalmente. O meu TCC para o MBA em Gestão de Projetos, que está se transformando em livro,  intitulado”Manual de Sobrevivência do Pequeno Escritório”, nasceu das minhas próprias experiências, do conteúdo aprendido no curso e numa extensa bibliografia sobre o assunto, cuja referência maior é um colega por quem tenho grande respeito e gratidão: o Professor Eng. Ênio Padilha (www.eniopadilha.com.br).

Minha primeira tentativa de entender o que eu fazia de errado como profissional foi fazer um curso de Marketing para Arquitetos e Engenheiros ministrado pelo Ênio, quando eu e meu sócio tínhamos menos de dois anos de formados. Fiz mais dois cursos dele, além de ter lido todos seus livros. Recebi no ano passado a honra de escrever a apresentação para seu último livro, algo que jamais poderei me esquecer.

Minha carreira (hoje a principal) de professor de pós-graduação se iniciou graças à sua indicação. Posso dizer que devo ao professor a oportunidade de conhecer o Brasil todo e ter lecionado para centenas de colegas arquitetos, designers e engenheiros.

Apesar disso tudo, cometi a gafe de não citá-lo na minha entrevista. Seja por um certo nervosismo, seja por indelicadeza mesmo, perdi uma excelente oportunidade de mencionar um profissional e amigo que foi preponderante nos rumos que minha vida profissional tomou.

Cabe esclarecer que o mini-curso não será “como gerenciar escritórios de arquitetura” (tema cujo meu mestre domina como poucos, possuindo vasta bibliografia. Seria “chover no molhado”), mas um relato de experiências vividas por alguém que “aprendeu fazendo” e a apresentação de ferramentas práticas que uso no meu dia-dia. Muitas delas surgidas nos cursos que fiz, como os do professor Ênio, do professor Walter Maffei, ainda na graduação com o professor Frederico Flósculo e no próprio MBA.

Espero que meus mestres me perdoem pela indelicadeza. Espero também que este texto cumpra, mesmo que parcialmente, seu papel de remediar a terrível gafe de não ter citado a importância da sua obra na construção da minha identidade como arquiteto, professor e homem.

 

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