Contos de um daltônico


Este post fez sucesso. Publicado originalmente em 30.10.10

Certa noite, lá pelo segundo semestre da faculdade, estava eu fazendo meu trabalho de Desenho e Plástica II sozinho na FAU, de madrugada, com minha caixa de lápis de cor aquarelada, 40 cores, importada, um show. Eu sabia quais eram as cores porque decorei a posição dos lápis na caixa. Os azuis no começo, depois os verdes, amarelos, laranjas e assim por diante.
O trabalho consistia em desenhar vários tipos de vegetação, devidamente coloridos. De repente, esbarro acidentalmente e a caixa vai pro chão. 4h da manhã. O trabalho era pra ser entregue no dia seguinte. Respirei fundo, juntei os lápis do chão e comecei a colorir meu trabalho, sem medo de ser feliz. E tome grama laranja, folha amarela e céu roxo. No dia seguinte, apesar dos apelos dos meus caros colegas, temerosos pelo trauma que a avaliação da professora pudesse causar neste futuro arquiteto, entreguei os desenhos.

Dias depois, qual não foi minha surpresa: nota 9,0! Segundo a professora, eu coloquei a minha “verdade” nos desenhos. Reproduzi as cores conforme eu enxergava. Devia estar uma “beleza” o trabalho, mas o resultado foi o início do fim de um medo que poderia permear todo o meu curso. É claro que não dá pra fazer isso com uma casa, ou com um ambiente, mas a moral da história é: Não importa que cor você enxergue, sempre vai ter algum maluco que concorde contigo!

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